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ERASMUS+ EM GUIMARÃES

BE Novembro 28, 2016 0
ERASMUS+ EM GUIMARÃES

Sob o lema “Together we learn, United we stand”, o grupo de parceiros do programa Erasmus+ voltou a reunir-se. O destino? Portugal!

Este intercâmbio (o quarto) teve lugar entre os dias 13 e 21 de outubro e coube ao Agrupamento Fernando Távora, sob a coordenação do professor César Gomes, preparar o programa e receber com simpatia e amizade os parceiros do projeto: Eslovénia, Itália, Polónia, República Checa e Turquia.

Por entre abraços, o “prazer em voltar a reencontrar-te”, o “bem-vindos”, o primeiro dia foi dedicado à cidade de Guimarães. O dia acordou cinzento e chuvoso mas a boa disposição e a vontade de partilha sobrepuseram-se….

Depois de percorrermos algumas ruas, ruelas, jardins e praças da cidade, parámos defronte ao edifício da Câmara Municipal de Guimarães.

No salão nobre, a vereadora da cultura, Dra. Adelina Paula, recebeu o grupo e congratulou a iniciativa, por aquilo que ela preconiza, desenvolve e potencia nos jovens: o sentido de responsabilidade, de solidariedade, de tolerância e de cidadania europeia. O diretor do Agrupamento Fernando Távora, professor José Pinheiro, também esteve presente e expressou igualmente a sua alegria e satisfação pela presença dos representantes dos países, destacando a mais-valia desta experiência para os jovens, na sua perceção do mundo e de si próprios.

O dia ainda dava os seus primeiros passos e era necessário deixar a imaginação voar e tentar imaginar tempos idos, cheios de fama e glória, conquistas e vitórias…. O Castelo de Guimarães, local de façanhas históricas ligadas à fundação da nacionalidade e o Paços dos Duques de Bragança, majestosa casa senhorial do seculo XV, abriram as suas portas e permitiram sonhar.

Ainda neste dia, a Penha esperava-nos. Ida e volta por teleférico proporcionou-nos uma viagem de 1.700 metros, vencendo uma altitude de 400 metros em apenas alguns minutos e deleitou-nos com a paisagem por cima das copas das árvores, desafiando pássaros numa corrida até ao topo.

Uma vez lá em cima, e a contar com terra firme, fomos conduzidos por trilhos escorregadios, rotas de penedos exíguos, perfumes frescos e gotas de chuva que culminaram na vista sobre a cidade sob um manto de nevoeiro ténue que não lhe tirou a beleza. Foi tempo de ligar a máquina fotográfica e tentar captar a imagem para “mais tarde recordar”…

O segundo dia foi dedicado a Fermentões, à nossa escola.

Todos estavam ansiosos, expectantes, curiosos, inquisitivos e inquietos…

O ponto de encontro deu-se no pavilhão da escola e com a subida da cortina, a Tatuna atuou. Houve ainda os discursos do presidente da Junta, Sr. Manuel Mendes, e do diretor do Agrupamento, dando as boas vindas, aplaudindo, elogiando a iniciativa, salientado a sua importância, deixando palavras de afeto e amizade… Mais música portuguesa cantada a solo e cheia de alma pela aluna Diana Vale, danças e atividades desportivas promovendo-se, assim, o intercâmbio entre os jovens com alegria e espontaneidade…

Durante este dia ainda houve tempo para apreciar todo o espólio do Museu da Agricultura de Fermentões. O Sr. Manuel Ribeiro, mais uma vez, recebeu calorosamente os seus convidados e fê-los sentir em casa.

No dia seguinte, demos um pulo às ruínas arqueológicas da Citânia de Briteiros e ao Museu de Cultura Castreja. Aqui pudemos calcorrear caminhos antigos e difíceis e apreciar entre outros artefactos, a Pedra Formosa, a peça mais representativa do Museu, proveniente de um balneário castrejo.

Foi uma visita muito apreciada por todos pelo conhecimento e pelo contacto com a natureza.

Rumámos à cidade dos Bispos, por entre estradas estreitas e vistas desafogadas que provocaram a curiosidade dos nossos convidados. Visitou-se o Sameiro e o Bom Jesus. Conseguiu-se ver “Braga por um canudo”, andar de funicular ou, no caso dos mais corajosos e fisicamente mais aptos, descer o escadório.

A tarde foi dedicada à descoberta da cidade. Percorreram-se as ruas, visitaram-se igrejas e a Sé e ainda houve tempo para alguns tirarem uma fotografia com o Sr. Presidente da República (!).

Era tempo de voltar, repousar e deliciar com as iguarias da Casa Piedade, pois no dia seguinte o comboio partia às 5:38 da manhã…

Isso mesmo, 5:38 da manhã… alunos e professores pontuais…silenciosos…calmos… curiosos.

O comboio partia para a Régua numa viagem tranquila. A vista para lá da janela deixava adivinhar um dia soalheiro e memorável.

Apeámos do comboio e fomos despertando com a cidade: a entrega do pão, a chegada dos jornais, o cheiro a café, os primeiros peões…

A Casa da Companhia, que hoje alberga o Museu do Douro, saltou à vista. Entrámos no Museu e deixámo-nos envolver pelo vastíssimo património museológico e documental relacionado com o Douro e a atividade vinhateira. A exposição permanente, o espólio, o despertar dos sentidos, os vídeos educativos foram motivos fortes para perdermos a noção do tempo.

Eram 11:00 e o barco que nos levaria para o Porto estava à nossa espera. Este cruzeiro constituiu uma experiência única e irrepetível… A paisagem envolvente é de cortar a respiração, o convívio que se criou traz já saudade e as descidas das barragens (Carrapatelo e Crestuma-Lever) são um desafio e uma homenagem ao espírito inventivo… como o Homem nunca perde a capacidade de se reinventar.

A chegada ao Porto é emocionante e quase indescritível…

Chegados à hora do pôr-do-sol, todos os nossos sentidos se aguçam e é quase impossível descrever o que se vê, o que se sente! É o rio que nos acolhe, são as cores dos edifícios que nos deslumbram, é o cheiro que nos reconforta, é sentir o vento que nos desperta…

Atravessar a ponte, passear pela Ribeira, subir a rua das Flores em direção à estação de S. Bento e deixarmo-nos surpreender por todos aqueles azulejos… Uau! Que dia mágico!!! Amanhã voltaremos.

A semana está quase a terminar (que rápido, que foi!) e ainda houve tempo para visitar as Caves de vinho do Porto Offley e a história fascinante do Barão de Forrester explicados por uma equipa entusiástica percorrendo um trajeto entre filas e filas de cascos em envelhecimento e culminando com uma (fantástica) prova de vinhos…

E como a vida é feita de caminhadas e viagens percorreu-se o World of  Discoveries um museu interativo e parque temático que reconstrói a fantástica odisseia dos navegadores portugueses, que cruzaram oceanos à descoberta de um mundo desconhecido, através de vinte grandes áreas temáticas permanentes.

Chegados ao fim da semana, nada melhor que aproveitar o sol que despertou e deu oportunidade de caminhar pela areia, por entre rochas e rochedos, conchas e pedrinhas que o mar devolvia…

O mar português que “novos mundos deu ao mundo” foi cenário de um culminar de uma semana orientada com esmero e dedicação por parte do coordenador do projeto, dando espaço à diversidade, à tolerância, à aceitação… só assim é possível criar jovens mais responsáveis e felizes…

Próxima paragem? Eslovénia!

Reportagem por,

Helena Sofia Barroso


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